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jogo das estrelas
27 de março de 2026

Treinadores celebram o basquete, resgatam histórias e aquecem o clima para o Jogo das Estrelas

O encontro desta sexta-feira (27/03), no Café com as Estrelas, foi mais do que uma prévia protocolar do espetáculo que toma conta do Ginásio do Ibirapuera. Entre capitães, convidados e personagens que ajudam a contar a história do NBB CAIXA, os treinadores também assumiram o protagonismo ao compartilhar visões que misturam gratidão, memória afetiva e o inevitável espírito competitivo que resiste até nos eventos mais festivos.

À frente do Time Shamell, Gustavinho de Conti abriu sua participação destacando a dimensão do evento dentro do basquete nacional. “Parabenizar a Liga pela organização do Jogo das Estrelas, do evento em si. É muito importante. Traz um novo público para o basquete, para a liga, atrai patrocinadores”, afirmou, antes de, com bom humor, admitir uma dúvida pessoal. “Se eu não estiver errado, acho que nunca ganhei um Jogo das Estrelas. Precisa confirmar isso, mas eu acho que eu não me lembro de ter ganho”. A memória, no entanto, traiu o treinador do Pinheiros. Multicampeão, ele levantou o troféu em 2018, coincidentemente no mesmo palco do evento deste sábado (28/03), quando o NBB Brasil derrotou o NBB Mundo por 130 a 121.

Dedé Barbosa, Gustavinho De Conti, Léo Costa e Bruno Porto durante o bate-papo no Café com as Estrelas. Foto: Marcos Limonti / RELANCE

Mas o tom mais marcante de sua fala veio quando o assunto passou a ser Shamell. Gustavinho fez questão de resgatar uma relação construída ao longo de décadas, muito além das quatro linhas. Ele relembrou os primeiros contatos, ainda como assistente técnico, e a convivência intensa que extrapolava treinos e jogos. “No primeiro ano que ele veio para o Brasil, eu era assistente técnico do Paulistano e muito curioso. Conversávamos muito depois dos treinos, até jogávamos um contra um, mas eram conversas de duas, três horas sobre basquete, sobre tudo”, contou. Entre idas e vindas como companheiros e adversários, ele sintetizou o sentimento atual. “É um amigo que eu levo para minha vida, um amigo da minha família. Estou extremamente feliz de estar do lado dele nesse momento em que ele vai parar de jogar e nesse momento tão especial do Jogo das Estrelas.”

Do outro lado, comandando o Time Alexey, Léo Costa reforçou o reconhecimento coletivo ao crescimento do evento, destacando a evolução estrutural e o impacto no cenário esportivo. “É um prazer enorme estar aqui. Queria parabenizar a Liga Nacional e todos os seus parceiros por um evento grandioso, não só para o basquete nacional, mas para o esporte. O Jogo das Estrelas se tornou uma referência de evento no país”, disse, valorizando também o trabalho de bastidores. “Nós percebemos o crescimento e também a forma cada vez mais profissional com que somos recebidos.”

Ao projetar o que pretende ver em quadra, o treinador do KTO Minas adotou um tom leve, mas sem esconder a competitividade inerente ao jogo. “A estratégia é não atrapalhar os caras. Deixe-os brilharem. Não estão aqui por acaso, têm muita qualidade em todos os times”, explicou. Ainda assim, fez questão de pontuar que, mesmo em um ambiente festivo, o instinto competitivo sempre aparece. “Claro que tem o lado festivo, isso é prioridade para os fãs, pelo show e pelas novidades. Mas, na hora do final dos jogos, sempre o lado competitivo se aflora”, completou o atual campeão do Jogo das Estrelas.

Representando o Time Felício, Dedé Barbosa, do CAIXA/Brasília, trouxe um olhar voltado à experiência completa proporcionada pelo evento, valorizando o cuidado com os participantes e o respiro dentro de uma temporada exigente. “Primeiro, agradecer o carinho que a Liga tem por esse Jogo das Estrelas. Acredito que amanhã realmente vai ser um espetáculo, vai estar lotado”, projetou. Em seguida, destacou o ambiente de integração. “É um jogo de confraternização com os atletas, nos sentimos bem no hotel, no almoço, jantar, café da manhã. Isso vem muito a agregar para nós”.

Para Dedé, o evento também cumpre um papel importante no equilíbrio emocional ao longo do campeonato. “É um momento que realmente dá aquela relaxada, dá uma pausa em um campeonato tão competitivo, tão longo, tão árduo que está sendo”, afirmou. Já ao falar sobre a oportunidade de comandar Alex Garcia pela primeira vez e de ter Felício como capitão, o treinador não escondeu a admiração por ambos. “É um privilégio, uma honra, que eu nunca tive. Joguei com Brabo na seleção, joguei muito contra como jogador, mas nunca a favor, eu como técnico. Sabemos o quanto ele é competitivo e vencedor como atleta”, disse, emendando com o pivô do Sesi Franca. “Sair de onde ele saiu, ficar tanto tempo no Chicago Bulls, depois Europa, voltar para cá e agregar cada vez mais para o nosso basquete, é uma baita satisfação para mim.”

Fechando o grupo, Bruno Porto, técnico do Time Jovens Estrelas, destacou a oportunidade de participar novamente do evento e, principalmente, de representar o desenvolvimento de novos talentos. “Muito feliz em poder estar aqui pela segunda vez. Meu agradecimento especial à Liga, ao Pinheiros, aos atletas e comissão técnica, que me permitiram estar aqui”, afirmou. O treinador valorizou a presença de jovens do clube entre os selecionados. “Ter quatro atletas do Pinheiros mostra o desenvolvimento deles, o quanto trabalharam e tiveram personalidade para conquistar esse espaço.”

O auxiliar do Pinheiros equilibrou o orgulho com a ambição competitiva. Ele relembrou a campanha recente do Time Jovens Estrelas no Jogo das Estrelas e deixou claro que, mesmo em meio à celebração, o desejo de vencer segue presente. “Nos dois últimos anos, a equipe de Jovens jogou a final. Em 2024, quando eu fui o treinador, beliscou até o finalzinho do jogo. A competitividade e experiência do Lucas Dias prevaleceram naquele momento”, recordou. E, em tom descontraído, revelou a estratégia para este ano. “Falei para os atletas que o mais importante é não deixar o Lucas Dias chegar na final. Temos de ganhar dele na semifinal para tirá-lo da final.”

Entre histórias pessoais, reconhecimento institucional e provocações bem-humoradas, os treinadores deram o tom do que está por vir: um Jogo das Estrelas que celebra o basquete em sua essência mais leve, sem abrir mão da competitividade que move todos os envolvidos.

O Jogo das Estrelas 2026 é um evento organizado pela Liga Nacional de Basquete com patrocínio máster das Loterias CAIXA, da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal, parceria oficial do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínios oficiais Eurofarma, Whirlpool e Skyone, apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal e da Rádio Mix.

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