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jogo das estrelas
27 de março de 2026

Café com as Estrelas reúne capitães e marca encontro de gerações no Ibirapuera

Na véspera de mais uma edição do Jogo das Estrelas, o Ginásio do Ibirapuera abriu espaço, nesta sexta-feira (27/03), para um encontro que simboliza bem mais do que o espetáculo dentro de quadra. O Café com as Estrelas reuniu os quatro capitães das equipes em um momento de troca, reflexão e projeção sobre o presente e o futuro do NBB CAIXA, em um ambiente em que diferentes gerações dividiram a mesma mesa, conectadas pela mesma paixão pelo basquete.

Entre histórias, risos e expectativas, o tom foi de celebração, mas também de responsabilidade. Referência de uma geração que ajudou a consolidar o NBB CAIXA, Shamell falou com emoção sobre o significado daquele momento e, principalmente, sobre o que vem pela frente. Esse será o seu último Jogo das Estrelas, afinal o jogador de 45 anos encerra sua carreira ao final desta temporada com o Caxias do Sul Basquete.

“Muito obrigado pela oportunidade que o Brasil me deu. O tempo passa rápido. Eu sempre falo para os meninos aproveitarem essa oportunidade. Quando eu tive essa oportunidade, eu nunca mais larguei. Às vezes não é onde você está, Estados Unidos, Europa. É aproveitar a oportunidade onde você tem. Hoje, eu fico feliz porque essa próxima geração, esses meninos, eu os vi jogando quando eram jovens e vão assumir esse papel importante na Liga. Ela precisa ter uma continuação. A minha geração vai parar de jogar. O último será o Alex. Temos de levar o NBB para os próximos 18 anos. Esse tem de ser o foco. Neste momento, eu estou feliz e só tenho de agradecer”, afirmou.

Capitães do Jogo das Estrelas 2026 durante o Café nesta sexta-feira no Ibirapuera. Foto: Marcos Limonti / RELANCE

A fala de Shamell dialoga diretamente com o momento vivido por nomes como Alexey Borges, 30 anos, que representam essa nova leva de protagonistas. Vivendo uma fase especial na carreira, o armador do Flamengo destacou o peso simbólico de assumir a braçadeira de capitão e a emoção de dividir o evento com o irmão. “Já participei de alguns Jogos das Estrelas e agora, como capitão, entrar nessa prateleira com outros grandes jogadores que tiveram essa oportunidade, para mim, é muito gratificante. Estou muito feliz por viver esse momento. Será ainda mais especial por estar do lado do meu irmão, jogando nesse evento que premia os principais brasileiros da Liga e estarmos juntos. Vai ser um momento muito especial para mim, para o meu irmão e para minha família”.

A relação entre gerações também aparece dentro de casa. Ao falar sobre o irmão, Alexey revelou admiração e bom humor ao comentar o estilo de jogo ousado que o acompanha desde cedo. “Não é verdade isso. O meu irmão mais velho também não. Faz parte da personalidade dele desde bem novo. Sempre foi muito talentoso, sempre admirei o talento dele, essa ousadia, coragem. Isso sempre foi uma marca dele, algo que é natural mesmo. Estou muito feliz. Eu vi todo o crescimento dele. Ele está em um momento muito bacana, tem amadurecido e estou muito feliz de vê-lo nessa situação. Tem de dar uns toques para ele passar um pouco mais a bola”, afirmou.

Se, para alguns, o momento é de ascensão, para outros representa reconhecimento após uma trajetória consolidada, inclusive fora do país. De volta ao Brasil, Cristiano Felício, 33 anos, vive um reencontro com o basquete nacional cercado de prestígio, algo que ele faz questão de valorizar. “Para mim é motivo de muita felicidade, uma honra. No meu primeiro ano de volta ao Brasil, já vou participar do Jogo das Estrelas e como capitão. Ter um dos times como o meu nome. É muito bacana, estou muito animado. Depois de passar tanto tempo fora, voltar para o Brasil e ter esse reconhecimento é muito gratificante para mim. Mostra que todo o trabalho que eu fiz está sendo reconhecido”, afirmou o pivô do Sesi Franca, que, por causa de uma lesão no tornozelo, não entrará em quadra.

 

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A experiência internacional também trouxe referências que ajudam a entender o impacto do basquete em diferentes culturas. Felício traçou um paralelo entre duas cidades marcantes na sua carreira. “São duas cidades que realmente abraçam o basquete, vivem tudo aquilo de uma maneira muito intensa. Em Chicago, o pessoal te abraça quando você está na equipe e, em Franca, é da mesma maneira. Fico muito feliz jogando em Chicago e agora em Franca, porque são duas cidades que vivem o basquete, e nada melhor do que jogar em duas cidades assim. Claro que traz uma pressão de estar sempre ganhando campeonatos.”

No mesmo encontro, Wini Silva, de 21 anos, representou o caminho de quem constrói espaço passo a passo dentro da Liga. Capitão pela primeira vez, ele tratou o momento como consequência direta do trabalho diário e como inspiração que vem desde o início da carreira. “Estou muito feliz, muito contente com todo esse reconhecimento do trabalho. Eu vejo isso mais como uma premiação. A seleção é uma premiação do meu dia a dia, não só meu, mas de todo mundo que me segue. Ser premiado como capitão é um motivo de muita honra e muita alegria. É uma coisa que, quando você está subindo, tendo minutos, todo mundo quer. Quando eu estava começando a ir para o banco, eu via o Márcio, vi o Gui (Santos), o Yago, caras que tinham conseguido e eu também queria conseguir. Hoje, sendo o capitão, eu fico muito feliz de ter conseguido chegar.”

E resumiu o espírito competitivo que, mesmo em um evento festivo, continua presente. “Temos um plano, o Bruninho (Porto) vai preparar o scout e vamos com tudo para cima dos caras”, avisou Wini Silva, citando o treinador do Time Jovens Estrelas, campeão da LDB 2025 e auxiliar do Pinheiros.

Entre discursos que misturam gratidão, orgulho e projeção, o Café com as Estrelas também abriu espaço para o lado leve e descontraído que marca o evento. Afinal, além do talento dos jogadores, o Jogo das Estrelas deste ano traz um ingrediente especial, a participação dos padrinhos, fator que pode ser decisivo em momentos-chave das partidas.

 

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Com bom humor, Shamell já antecipou onde pode estar o diferencial competitivo. “O segredo de todos os times será o nosso padrinho. Estamos perdendo, o padrinho vai lá. Imagina o quanto de pressão o menino vai sentir. Estou falando com o Gustavinho para pegar o nosso padrinho, dar uns treinos, uns toques para ele aguentar essa pressão. Vamos lá fazer o nosso trabalho e depois deixar na mão dele”, brincou, citando Fê Medeiros.

A preocupação estratégica também apareceu na fala de Alexey, que reforçou a necessidade de preparo até para quem não está acostumado com o ritmo de jogo. Fred Bruno será o seu padrinho. “Vi ele algumas vezes e ele entende um pouquinho. A estratégia depende do momento do jogo. Se é melhor o lance livre ou uma bola de 3 pontos. Vamos entender o que estamos precisando. Vamos colocá-los para treinar, porque não é simples assim. Tem os muitos arremessos que fazemos todos os dias”, afirmou.

Entre passado, presente e futuro, o Café com as Estrelas mostrou que o Jogo das Estrelas vai além do espetáculo. É também um ponto de encontro de trajetórias, um espaço de transição entre gerações e uma reafirmação do caminho que o basquete brasileiro quer seguir, dentro e fora de quadra.

O Jogo das Estrelas 2026 é um evento organizado pela Liga Nacional de Basquete com patrocínio máster das Loterias, da Caixa Econômica, do Governo Federal, parceria oficial do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínios oficiais Eurofarma, Whirlpool e Skyone, apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal e da Rádio Mix.

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