
A programação de quinta-feira (26/03) do Jogo das Estrelas 2026 foi marcada por encontros que traduzem a essência do evento para além do espetáculo em quadra. Em uma iniciativa da Liga Nacional de Basquete, em parceria com CAIXA, Loterias CAIXA e Governo do Brasil, os jogadores do NBB CAIXA estiveram ao lado de crianças e adolescentes participantes de projetos sociais, em São Paulo, em ações que reforçam o esporte como ferramenta de transformação, educação e inspiração.
Ao longo do dia, duas visitas conectaram diferentes realidades, mas com um ponto em comum: o amor pelo basquete. Em Diadema, o projeto Basquete Educa recebeu cerca de 30 jovens na ADC Mercedes-Benz para uma atividade especial com atletas, que participaram de dinâmicas, jogos e conversas, promovendo uma troca direta e genuína com os participantes.

Atletas que estarão no Jogo das Estrelas participam de visita ao projeto social Educa Basquete, em Diadema. Foto: Yuri Reuters/LNB
Desenvolvido com foco na formação cidadã por meio do esporte, o Basquete Educa atende crianças e adolescentes da região com atividades regulares que vão além da quadra, incentivando valores como disciplina, respeito, convivência e dedicação aos estudos. A proposta é utilizar o basquete como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social, criando oportunidades e ampliando horizontes para os jovens.
Cristiano Felício (Sesi Franca), Eddy Carvalho (Basket Osasco), Ale Vernizzi (Vasco da Gama), Yuri Neptune (KTO Minas), Túlio da Silva (Cruzeiro Basquete), Gemadinha (Conta Simples Rio Claro) e Felipe Gregate (Pinheiros) estiveram presentes na ação, compartilhando experiências e dividindo a quadra com os jovens. Mais do que ensinar fundamentos, o encontro serviu como um momento de inspiração e identificação, aproximando trajetórias que, em muitos casos, começam de maneira semelhante. A ação também contou com a presença do YouTuber DPC, do Canal Dois por Cento.
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“É um dos momentos mais legais que tem no Jogo das Estrelas, ter essa interação com as crianças. Um dia eu fui uma criança como eles, com sonhos, e passar um pouquinho da nossa experiência e falar para eles não desistirem, além de ter de estudar, respeitar o professor, respeitar o próximo, porque talvez nem todos se transformem em atletas profissionais, mas vão ser melhores pessoas. Venho sempre com o maior prazer”, afirmou Eddy Carvalho.
A mesma conexão foi destacada por Ale Vernizzi, que relembrou o próprio início no esporte ao viver a experiência do outro lado. “É um dia muito bom. Eu também já estive do outro lado, com pessoas que eram uma inspiração. Estou muito feliz de estar aqui, de estar podendo ter essa oportunidade. É uma honra para mim estar aqui”, disse.
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Para os jovens, o impacto de dividir a quadra com atletas profissionais é imediato e marcante. “Nunca imaginei que um dia eu ia jogar com gente que já jogou na NBA, no NBB. Eu comecei no basquete como diversão, agora está pegando proporções gigantes, algo que eu não esperava quando eu comecei”, contou Victor Moreira, de 15 anos, resumindo o sentimento vivido durante a atividade.
A importância da ação também foi ressaltada por quem está à frente do projeto. “Esse evento aqui foi maravilhoso, foi algo sem explicação. Ter um atleta nível NBA na nossa quadra, ter os atletas do NBB, é algo importantíssimo para mim como idealizador, um empreendedor do esporte. Ver essa molecada toda vibrando, feliz, vindo aqui me abraçar e agradecer por esse dia hoje é um prazer imensurável”, destacou Alex Adriano Gonçalves, ex-jogador e professor de educação física.
Na zona sul de São Paulo, o projeto Santa Fé Hunters, no Grajaú, também recebeu cerca de 30 crianças para uma ação especial. O espaço, que utiliza o basquete como ferramenta de inclusão social e educação, foi palco de uma tarde de interação intensa entre atletas e jovens, com muita troca de experiências.

Henrique Coelho durante visita ao projeto Santa Fé Hunters, no Grajaú. Foto: Igor do Vale / RELANCE
Participaram da visita Bruno Porto, Pedro Pastre, Agapy (todos do Pinheiros), Henrique Coelho (Unifacisa), Wini Silva, Alexandre Paranhos (ambos do KTO Minas), Adyel Borges (Mr. Moo São José Basketball), Gabriel (Fortaleza Basquete Cearense) e Caioka (Conta Simples Rio Claro), que se integraram às atividades do projeto e vivenciaram de perto a realidade dos jovens atendidos. Para os jogadores, o momento reforça o significado do caminho percorrido no esporte.
“É muito legal estar podendo participar. Eu, quando era pequeno e vi os atletas profissionais, pensava que era um caminho distante. Sei que será um dia inesquecível para eles e para nós, por ter essa troca. A gente acha que, às vezes, só eles estão ganhando, mas, apesar da nossa vida corrida que temos, com jogos e viagens e tudo mais, esses momentos, com certeza, fazem valer a pena todo o processo que percorremos”, afirmou Henrique Coelho.
+ Confira mais imagens da visita ao projeto Santa Fé Hunters, no Grajaú
A vivência também impacta diretamente os próprios profissionais, como destacou Bruno Porto. “Essa interação é extremamente importante. Eu vejo como uma importância não só para o projeto, mas também para nós, profissionais e atletas. A gente aprende muito com outras realidades. Então, quando você vê essa vontade e essa felicidade com que eles fazem esse projeto, acho que só tem a agregar para nós, no nosso crescimento”, disse o auxiliar do Pinheiros.
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A presença dos atletas representa mais do que um evento pontual. É a construção de perspectiva, segundo Paulo Augusto, coordenador de esportes do Hunters. “Para nós é muito importante, porque geralmente nós realizamos ações para ir ver esses atletas jogarem, principalmente do NBB. Quando você traz um jogador para um local como esse, onde cada jogador teve uma história e algum local para iniciar, dá uma projeção, dá uma esperança para o moleque saber que o jogador também acabou vindo de uma realidade semelhante. Para os atletas, traz uma noção de como o basquete funciona no nível de formação, sem ser em um clube. Essa é uma experiência muito gratificante para os dois lados.”
Entre os jovens, o impacto aparece de forma simples e verdadeira. “Eu me sinto muito bem fazendo basquete porque não preciso ficar só no celular. Ele me faz muito bem porque um dia eu vou crescer e vou virar uma jogadora de basquete. Gostei de conhecer os atletas e ver o tanto que eles são altos”, contou Kemily, de 11 anos, resumindo com espontaneidade o significado do dia.
As visitas desta quinta-feira reforçam o compromisso do Jogo das Estrelas com o desenvolvimento do basquete em todas as suas camadas. Entre passes, conversas e sorrisos, ficou evidente que a troca é mútua, e que, muitas vezes, o impacto de um encontro como esse pode ir muito além da quadra.
O Jogo das Estrelas 2026 é um evento organizado pela Liga Nacional de Basquete com patrocínio máster das Loterias, da Caixa Econômica, do Governo Federal, parceria oficial do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), chancela da Confederação Brasileira de Basketball, bola oficial Molten, marca oficial Kappa, patrocínios oficiais Eurofarma, Whirlpool e Skyone, apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal e da Rádio Mix.